Parece mentira, mas é verdade: 15 fatos inusitados que já aconteceram em Petrópolis
Da criação de leões à praia na Serra!
*Matéria atualizada no dia 1° de abril de 2026
Tem contexto melhor do que o de 1° de Abril para compartilhar uma série de fatos que, embora definitivamente pareçam mentira, realmente aconteceram em Petrópolis? A seguir, conheça algumas das nossas histórias favoritas – e surpreendentes – sobre o passado da cidade!
1. Praia na Serra
Por mais estranho que possa parecer, o lago do Quitandinha já contou com uma praia artificial própria. Conta-se que, na época, foram trazidos para Petrópolis centenas de caminhões com areia de Copacabana para a execução da obra, que dava ainda mais charme e requinte à entrada do palácio. Por lá era possível ver guarda-sóis armados e hóspedes com trajes de banho.

Foto: Reprodução/ Livro Apostas Encerradas/Flavio Menna Barreto Neves
2. Um petropolitano ganhou o Nobel de Medicina
Peter Brian Medawar, um dos nomes mais importantes da imunologia no século 20, nasceu em Petrópolis e venceu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1960 por pesquisas que ajudaram a criar as bases dos transplantes de órgãos e tecidos. Parece improvável demais que a cidade tenha um Nobel “no currículo”, mas esse petropolitano entrou para a história da ciência mundial.
Saiba mais: Você sabia que um petropolitano já ganhou o Prêmio Nobel de Medicina?

Foto: Reprodução Internet
3. Pista de esqui sem neve
Isso não é uma miragem! Petrópolis, de fato, sediou a Imperial Pista de Esqui entre os anos de 1982 e 1993, no Bairro Floresta. Sensação na época, o empreendimento oferecia teleférico com vista panorâmica da cidade, pista de esqui e tobogã. Semanalmente o local recebia cerca de mil visitantes, sobretudo aos sábados e domingos, quando era comum avistar crianças e casais.
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Foto: Reprodução/Internet
4. Walt Disney em Petrópolis
Sinônimo do que havia de melhor e mais moderno na época, engana-se quem pensa que foi só no Brasil que o Palácio Quitandinha fez sucesso. Foram hóspedes do hotel: Errol Flynn, Orson Welles, Lana Turner, Henry Fonda, Maurice Chevalier, Greta Garbo, Carmen Miranda, Walt Disney, Bing Crosby e até um rei destronado, Carol II da Romênia. Já imaginou?

Foto: Reprodução/LIFE Magazine – Milton de Mendonça Teixeira
5. Circuitos automobilísticos de rua
Hoje inimagináveis no formato em que ocorriam, os circuitos automobilísticos eram febre nas ruas de Petrópolis. Adorado pelo público, o programa – que foi realizado entre meados dos anos 40 e 60 – levava cerca de 20 mil pessoas às calçadas e sacadas para acompanhar de perto a emoção das provas. Com 3km de extensão, a corrida acontecia nas ruas do Centro, com chegada na Praça da Inconfidência.
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Foto: Reprodução/Site Autoserra
6. Leões domesticados
Não fossem as fotos, essa seria uma daquelas histórias difíceis de se acreditar! Afinal, quem diria que, nos anos 80, era possível ver leões em Petrópolis? Até hoje comentado entre os petropolitanos, o fato aconteceu em alguns locais da cidade, sendo um deles nas dependências da fábrica de chocolates Patrone, na Coronel Veiga, em meados da década de oitenta.
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Foto: Arquivo/Patrone
7. Um morador de Petrópolis inspirou um dos filmes mais premiados do Oscar
Stefan Zweig, escritor austríaco que viveu seus últimos dias em Petrópolis, inspirou O Grande Hotel Budapeste, de Wes Anderson. O filme foi o mais indicado ao Oscar de 2015, com nove indicações, e acabou levando quatro estatuetas. Parece coincidência boa demais para ser verdade, mas a ligação entre a obra de Zweig e o longa é reconhecida até nos créditos finais da produção
Saiba mais: Você sabia que um morador de Petrópolis inspirou um filme indicado nove vezes ao Oscar?

Foto: Reprodução Internet
8. O gramado do Museu Imperial já foi usado para partidas de futebol
Antes de virar o museu, o Palácio Imperial sediou duas escolas, dentre elas, o Colégio São Vicente de Paulo, onde dizem que foi realizada a primeira partida de futebol não oficial do Brasil. Parece cena inventada para livro escolar, mas está registrada na memória esportiva da cidade.
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Foto: Acervo Museu Imperial/Ibram/MinC
9. O autor de O Pequeno Príncipe pode ter se inspirado numa pedra de Itaipava
Antoine de Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe, se hospedou em Petrópolis na década de 1930, e a Pedra do Elefante, no Taquaril, em Itaipava, é apontada por pesquisadores e moradores como uma possível inspiração para o famoso desenho da jiboia digerindo um elefante. Parece teoria viajada demais para ser real, mas essa associação existe há anos.
Saiba mais: Pedra do Elefante, em Itaipava, pode ter inspirado cena icônica de “O Pequeno Príncipe”

Fotos: Reprodução Internet
10. Uma rua de Petrópolis já virou cenário de um falso velório, e o “morto” era um boneco de Judas
Na Rua Montecaseros, em 1957, pessoas se assustaram ao pensar que havia um cadáver sendo velado, mas na verdade tratava-se de um boneco de Judas. É o tipo de história tão surreal que parece lenda urbana.
Saiba mais: [Nomes de Rua] Conheça a história da Montecaseros, uma rua de memória e tradição em Petrópolis

Foto: Serra Drone
11. Os banhos na casa dos colonos aconteciam só uma vez por mês, e na mesma água
Entre as curiosidades preservadas na Casa do Colono, uma das mais chocantes é o ritual de banho familiar: pai, mãe e filhos usavam a mesma água, em sequência, e isso acontecia apenas uma vez por mês.
Saiba mais: 8 fatos e curiosidades sobre a Casa do Colono, localizada em Petrópolis

Foto: Bruno Ferreira Soares
12. Garrincha já jogou em times de Petrópolis
Um dos maiores nomes da história do futebol passou pelo Cruzeiro do Sul e pelo Serrano F.C., na cidade, antes de se consagrar nacionalmente. É o tipo de informação que muita gente ouviria e acharia exagero
Saiba mais: 7 fatos e curiosidades sobre os esportes em Petrópolis

Foto: Reprodução/Internet
13. Corrida entre um ciclista e um cavaleiro
Conta-se que um dos primeiros registros de duelos entre cavaleiros e ciclistas aconteceu em 1894, ao norte da Itália. Um ano depois a modalidade já acontecia em Petrópolis. De acordo com a quinta edição do “Almanaque de Petrópolis”, emitido pelo Museu Imperial, em 1895 o desafio foi disputado nas ruas petropolitanas com largada na ponte Mauá, no início da Av. Barão do Rio Branco, indo até a Ponte do Retiro.
Ida e volta, a corrida foi vencida pelo cavaleiro, que concluiu o percurso em cerca de 13 minutos, por uma vantagem de 200 metros.
Saiba mais: Em 1895, Petrópolis sediou corrida entre cavaleiro e ciclista para ver qual era mais rápido

Foto ilustrativa: Reprodução/Velo Aficionado
14. Evita Peron e a Fazenda Samambaia
De acordo com os administradores da Fazenda Samambaia, no século XIX a Princesa Isabel chegou a relatar, em cartas escritas a sua irmã Leopoldina, suas visitas a cavalo à Fazenda Samambaia. E tem mais! Até Evita Peron, primeira-dama da Argentina, esteve na propriedade em 1947, em função de uma conferência interamericana! A propriedade de 50 mil metros quadrados existe desde 1723 – antes mesmo da fundação de Petrópolis!
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Foto: Reprodução/Internet
15. A lenda da Dama de Branco
Essa é clássica! Houve uma época em que pessoas iam para os portões do Museu Imperial na tentativa de encontrar a dama de branco. A história que se contava era a de que, à meia-noite, uma mulher vestida em trajes brancos parecia flutuar por entre as árvores do bosque antes de ir ao encontro de seu amor. Hoje, passadas décadas, a história que se conta é outra.
A explicação lógica que dão para o fenômeno é que, à noite, quando o farol dos carros é refletido nas estátuas em mármore branco do jardim, a impressão que se tem é a de movimento, daí a dama se deslocando pelo bosque.
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Fotos: Reprodução/Flickr @alertenis – Site Viajar Correndo
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