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Lembram do Chris? Petropolitano vende balas no sinal e concilia estudos com carreira no esporte

Petrópolis do bem

Lembram do Chris? Petropolitano vende balas no sinal e concilia estudos com carreira no esporte

O jovem atleta de jju-jitsu conta sobre as dificuldades de trabalhar no sinal, estudar e treinar sem apoio

Em um país como o Brasil, é comum conhecer jovens que sonham em seguir uma carreira no esporte. No caso de Petrópolis, não são poucos os atletas que lutam por um espaço no cenário nacional e veem, na prática, as dificuldades e entraves para seguir a carreira esportiva.

Para Christian Barboza dos Santos, de 20 anos, o esporte é a chave e a esperança para um vida melhor para ele e para a família.

Foto: Sou Petrópolis

Em 2019, após conquistar a vaga para um campeonato europeu de jiu-jitsu, o jovem disputou o campeonato em Portugal com todas as despesas pagas pelo Youtuber Felipe Neto.

Na época, ele chegou a imaginar que as dificuldades teriam acabado e que não precisaria mais vender balas no sinal.

Fotos Arquivo Pessoal Christian Barboza

O trabalho no sinal

Contudo, não foi o que aconteceu. Christian disputou o torneio e voltou para casa.

Ao retornar, Chris conseguiu uma bolsa na faculdade de Nutrição na UNIFASE, mas as dificuldades continuam, já que os custos com locomoção, roupas e treinos são altos.

Foto: Sou Petrópolis

“Conciliar a faculdade com um trabalho de oito horas por dia e os treinos seria difícil. Se eu trabalhasse assim, seria muito puxado. Aqui no sinal, as pessoas me conhecem e sabem o que eu fiz pra chegar. Eu vendo as balas pra ajudar a minha avó a manter a casa”, conta Christian.

As dificuldades no esporte

Christian comentou sobre a visão errada que as pessoas tem, já que a vida do atleta não se resume apenas a ir para competições. Manter a alimentação, uniformes, conforto e segurança também é difícil, segundo o atleta.

De acordo com o jovem, as passagens de ônibus, por si só, já são um gasto alto fixo e diário. Morando no Bataillard, o lutador gasta cerca de R$ 25 por dia para se locomover para os treinos.

“Eu não vendo (balas e doces) todos os dias, porque não aguento (risos). Venho às segundas, quartas, quintas e às vezes aos sábados, mas também faço um trabalho de segurança aos sábados para uma empresa e tento conciliar o meu horário de treinos com o estudo e o trabalho. As coisas podem dar certo ou não, mas eu faço a minha faculdade voltada ao esporte. Sou muito apaixonado”, disse Christian, ao ser perguntado sobre como é a sua rotina diária e sobre o sonho no jiu-jitsu.

A falta de apoio

O rapaz também falou da dificuldade em dias de chuva, que impossibilitam totalmente que venda as mercadorias. Além da rotina já cheia, Christian também faz preparação física em uma academia de Crossfit. Em relação ao apoio das autoridades, Christian foi direto. Caso fosse apoiado, não estaria vendendo balas no sinal.

“Conheço vários amigos que moram em outras cidades e que não precisam passar por essa situação. Se tivesse o apoio das autoridades, com certeza não estaria aqui, mas estaria treinando”, finaliza.

Para ajudar e apoiar o jovem atleta a alcançar seu sonho, basta comprar com ele no sinal em frente à Praça Dom Pedro, no Centro. Para entrar em contato com o Christian e acompanhá-lo, é possível segui-lo através das redes sociais @ochrisbjj.

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