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#CartõesPostais: 8 curiosidades sobre a história da Casa de Santos Dumont

Turismo

#CartõesPostais: 8 curiosidades sobre a história da Casa de Santos Dumont

Prepare-se para um voo encantador e uma viagem no tempo.

Depois de conhecermos alguns dos cartões-postais em potencial de Petrópolis, chegou a vez da Sou Petrópolis revisitar os pontos turísticos pelos quais a cidade é mais conhecida. Não adianta negar, tem sempre aquele lugar em que estivemos uma única vez durante aquele passeio da escola e olhe lá. Longe de ser motivo de orgulho, é essa a realidade de grande parte dos moradores de cidades turísticas. Há quanto tempo, por exemplo, você não visita a Casa de Santos Dumont? Pois foi lá que estivemos recentemente. Relembramos, aprendemos e, como já é de praxe, reunimos 8 fatos e curiosidades sobre o museu.

Na sexta edição da série #CartõesPostais e com os registros do fotógrafo Bruno Soares, hoje você vai conhecer a Casa de Santos Dumont.

1. Por que “Encantada”?

Quando o mineiro Alberto Santos Dumont vinha a Petrópolis, ele se hospedava ora no Hotel Majestic – atual Praça 14 Bis, ora no Palace Hotel – hoje UCP, campus Barão do Amazonas. Acontece que dali do Relógio das Flores ele admirava o bambuzal do Morro do Encanto, terreno que viria a ocupar a partir da construção da Encantada.

Foto: Bruno Ferreira Soares

2. Os famosos degraus

Cheia de peculiaridades, a Encantada é conhecida, principalmente, por seus degraus incomuns. Nos foi dito que, na planta original do imóvel, a escada teria ficado muito íngreme. Daí a ideia de se cortar os degraus em forma de raquete, assim eles ficariam mais próximos um do outro e tornariam a subida mais leve. P.S. Alguns dizem que foi superstição, outros que foi uma consequência do posicionamento do corrimão. Seja como for, o visitante entra na casa de Dumont com o pé direito.

Foto: Bruno Ferreira Soares

3. Funcional e criativa

Como tudo na vida do aeronauta, a Encantada está localizada nas alturas. Para se ter uma noção, de acordo com os funcionários, no inverno a temperatura na casa chega a ser até três graus mais baixa do que na rua. Curiosa em cada detalhe, a arquitetura surpreende já pelas portas, projetadas para alguém de baixa estatura. Ele, por exemplo, tinha 1,52 m.

Foto: Bruno Ferreira Soares

Você já deve ter ouvido falar que Dumont projetou uma casa sem cozinha. Acostumado a se hospedar no Palace Hotel, ele teria continuado a fazer as refeições lá. O que talvez você não saiba é que sua mesa tinha um vão para que, quando o garçom lhe trouxesse comida, pudesse se colocar no espaço e servi-lo à francesa. A Encantada inclui, ainda, estátuas representativas de monumentos que Dumont recebeu em Paris, o primeiro chuveiro com água quente – aquecido a álcool e uma mala com as iniciais do pioneiro da aeronáutica que, no lugar de roupas, carregava ferramentas em todas as viagens que fazia.

Foto: Bruno Ferreira Soares

4. Chapéus e colarinhos

Marca registrada de Dumont, você sabia que o uso religioso de chapéus e colarinhos era, na verdade, uma tentativa do aviador de sempre se manter alinhado e mais alto? E lá vai mais uma curiosidade: dizem que o primeiro relógio de pulso foi motivado por ele, que propôs a seu amigo Cartier a criação de um item que lhe permitisse calcular o tempo dentro dos dirigíveis e que, ao mesmo tempo, deixasse suas mãos livres.

Foto: Bruno Ferreira Soares

5. A esfera e o coração

Ainda sobre o acervo do museu, uma das peças que mais intrigam e emocionam é a réplica do escrínio que guarda o coração de Santos Dumont, exposto até hoje no Museu Aeroespacial do Rio de Janeiro. Como descrito na casa, a peça original inclui uma esfera de ouro com perfurações que simbolizam as estrelas do Universo.

Foto: Bruno Ferreira Soares

6. A bandeira hasteada

Tão emblemático quanto a escada com degraus em formato de raquete é o caminho que Dumont fazia para observar os astros do topo da Encantada. Além disso, era através dele que o aeronauta hasteava a bandeira do Brasil sempre que chegava a Petrópolis. Se ela estivesse no mastro, era sinal de que a temporada do inventor na cidade havia chegado.

Foto: Bruno Ferreira Soares

7. Pontapé dos passeios

Aberto de 9 às 17h30, de terça a domingo, o Museu Casa de Santos Dumont é um dos pontos turísticos a abrir mais cedo na cidade – juntamente da Catedral São Pedro de Alcântara e do Palácio de Cristal. Ou seja, escolha ideal para quem quer começar a turistar logo pelo começo da manhã. As entradas custam R$ 8,00 a inteira e R$ 4,00 a meia. Vale lembrar que têm direito a meia-entrada professores, estudantes e maiores de 60 anos, sendo que aqueles acima dos 65 e abaixo dos 7 não pagam pela visita. Além disso, você sabia que às quartas, assim como no último domingo do mês, o petropolitano não paga pelo ingresso?

8. Centro Cultural 14 Bis

E se você, como nós, não visitava o Museu Casa de Santos Dumont há tempos, vai se surpreender com o Centro Cultural 14 Bis. Localizado bem atrás da casa, ele oferece souvenirs, expõe maquetes – inclusive uma tátil, em braille, e disponibiliza a projeção de um filme de 12 minutos sobre aquele que provou que “o homem há de voar”.

Foto: Bruno Ferreira Soares

E se você ainda não viu as outras edições da série #CartõesPostais, confira aqui:

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