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#CartõesPostais: 8 curiosidades sobre a Casa Stefan Zweig, no Valparaíso

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#CartõesPostais: 8 curiosidades sobre a Casa Stefan Zweig, no Valparaíso

A exatos 5 minutos do Centro de Petrópolis, uma modesta casa abriga a memória e a história de um escritor austríaco cujo contexto e acervo, de comum não têm nada. Com vista para as Duas Pontes, o imóvel, situado na Rua Gonçalves Dias, 34, é espelho da encruzilhada: faz pensar nos dilemas vividos por Stefan Zweig.

Foto: Bruno Soares

Surpreendente do começo ao fim, a visita gratuita à Casa Stefan Zweig traz a imersão e a reflexão na vida do que foi considerado o autor mais lido e traduzido no período entre guerras. Aberta à visitação em 2012, por iniciativa do jornalista Alberto Dines, a casa já recebeu pouco mais de 13 mil visitantes que adentram um capítulo do passado vivo entre quatro paredes.

Na quinta edição da série #CartõesPostais e com os registros do fotógrafo Bruno Soares, hoje você vai conhecer a Casa Stefan Zweig.

1. Frescor

Última morada de Stefan Zweig e sua esposa à época, Lotte, o recanto entre montanhas foi o ar fresco que o casal tanto precisava diante de um cenário de tamanha dor e destruição. Intelectual, pacifista e judeu, Zweig era, como os próprios guias da casa definem, “as três coisas que o nazismo queria ver bem longe”. Tendo tido seus livros queimados em praça pública, na Alemanha, foi no Brasil que ele encontrou uma nova chance de recomeçar.

Foto: Bruno Soares

2. Decepções

Logo após se mudar para Petrópolis, Stefan Zweig descreveu, em carta para a ex-esposa, que finalmente havia encontrado um lugar para descansar por alguns meses. “E as malas serão guardadas para não serem mais vistas por longo tempo”, disse ele. Infelizmente, a estadia da dupla não ultrapassou os cinco meses, quando os dois tiraram a própria vida.

Foto: Bruno Soares

Tendo chegado ao Brasil já com o embrião da depressão, como é reforçado na visita, o escritor foi consumido pelas dores do mundo. Em sua carta de despedida, faz questão de agradecer ao país por tê-lo dado a chance de reconstruir por completo sua vida. E é essa gratidão que, mesmo diante de um contexto tão denso, prevalece na Casa Stefan Zweig.

3. Imersão

Profunda, a manifestação do tema da guerra nos visitantes varia de acordo com cada um. E talvez seja esse um dos principais diferenciais da visita à Casa, que oferece ferramentas audiovisuais e interativas que permitem a imersão individual. Assim, cada visitante, em seu próprio ritmo, se permite absorver, entender e sentir o conteúdo a que se tem acesso.

Foto: Bruno Soares

4. Interatividade

Acolhedora, a Casa se propõe a dar aos visitantes o mesmo frescor oferecido a Zweig e Lotte: uma pausa para observar a vida de cima, sob um novo patamar. Nela acontecem exposições semestrais, ou seja, o ambiente nunca se mantém o mesmo. No dia 23 de março, por exemplo, será inaugurada a mostra ‘Três gravuristas e o exílio no Brasil’.

Foto: Bruno Soares

Verdadeiro refúgio do conhecimento, o imóvel surpreende ao abrigar, numa área aparentemente pequena, uma imensidão de informações enriquecedoras. Prova disso é o “Canto dos Exilados”, que traz pequenas biografias de estrangeiros que, exilados no Brasil entre os anos de 1933 e 1945, ajudaram a enriquecer a cultura e a ciência brasileiras.

5. Acervo

Diferente das dinâmicas de museu a que estamos acostumados, na Casa Stefan Zweig os visitantes montam suas próprias rotas, o que torna cada visita única, inclusive no que diz respeito ao tempo de duração. Com alguns dos títulos do escritor austríaco disponíveis para consulta, o visitante pode lê-los ali mesmo, usufruir da varanda e se deixar refletir e inspirar.

Foto: Bruno Soares

6. Xadrez

Sem nem visitar a Casa você já deve ter ouvido falar no grande tabuleiro de xadrez que ocupa o jardim do terreno: uma referência à obra “Novela de Xadrez”. Escrita por Stefan Zweig quando morava em Petrópolis, a narrativa é bem curtinha. Disponível na Casa, é sempre uma boa pedida para quem quer se aventurar no mundo de Zweig.

Foto: Bruno Soares

7. Receptividade

Durante nossa visita guiada descobrimos que Zweig, enquanto morador da casa, adorava descer a rua e tomar o cafézinho da “Elegante”, onde ainda hoje funciona uma panificação. Acontece que, agora, os visitantes não precisam nem sair da casa para desfrutar de um cafézinho de qualidade. Feito pela funcionária Leda, é sinônimo de sucesso!

Foto: Bruno Soares

Tímida, Leda acabou não aparecendo na foto. De qualquer forma, fizemos questão de registrar duas outras figuras essenciais nas atividades da casa. São elas: a gerente Dora Martini, que cativa com sua hospitalidade; e o simpático jovem austríaco Leo Behmel, com quem a conversa flui tão naturalmente quanto o passar do tempo.

8. Funcionamento

É admirável o compromisso da Casa Stefan Zweig em, de forma leve, manter a memória viva de forma tão engrandecedora. O espaço funciona de sexta a domingo, das 11 às 17 horas. Conselho de amigo: reserve algumas horinhas para aproveitar o ambiente com tudo a que se tem direito, ler um livro e desfrutar do café da Leda.

Foto: Bruno Soares

Movida pela inclusão, é interessante ressaltar que, além do português, as visitas também são oferecidas em francês, inglês e alemão. E se o transporte é um dos empecilhos para que você chegue até a casa, não se preocupe: grande parte das linhas de ônibus passam por ali. Saiba mais pelo telefone (24) 2245-4316.

E se você ainda não viu as outras edições da série #CartõesPostais, confira aqui:

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