Jovem petropolitana vítima de acidente pode ter salvo até oito vidas com doação de órgãos
Luisa Camilo Ferreira perdeu a vida aos 15 anos. Após o ocorrido, seu pai criou a Fundação Luísa para falar sobre doação de órgãos e segurança no trânsito
Em novembro de 2020, há exatos dois anos, a petropolitana Luísa Camilo Ferreira perdia a vida precocemente aos 15 anos. A jovem sonhava em ser médica e, 15 dias antes do ocorrido, havia manifestado a vontade de ser doadora de órgãos para a família. Vítima de morte cerebral, ela doou pele, rim, fígado, pâncreas, coração, pulmão e córnea. O pai, José Ricardo Ferreira, estima que oito vidas tenham sido salvas por ela diretamente.
“Isso sem contar as salvas indiretamente, como os familiares e amigos dessas pessoas que foram livradas de diversos problemas que poderiam ter sido desencadeados pelo luto”, comenta.
Foto: Arquivo Pessoal
Fundação Luísa
Sobrevivente do acidente de trânsito que levou a filha e a esposa Marlucia, José transformou o luto em um novo propósito e deu início a Fundação Luísa, que visa conscientizar sobre a segurança no trânsito e a doação de órgãos.
Por meio do perfil do Instagran @fundacaoluisa, José esclarece dúvidas sobre a doação de órgãos no Brasil e alerta para os perigos do trânsito e a importância dos cuidados ao volante. Além disto, também são realizadas lives em parceria com profissionais da área e pessoas com vivências semelhantes às passadas por ele.
Foto: Arquivo Pessoal
“No Brasil, mesmo que você queira ser um doador, quem responde e autoriza é a família. Você pode ir no cartório, registrar, fazer um testamento, não importa. Se a família disser não, a doação não pode ser feita. Por isso é muito importante conversar com a família sobre essa vontade”, aponta.
Apesar da saudade crônica, a missão de conscientização foi a forma que José e a família encontraram para honrar a memória de Luisa e Marlucia.
Foto: Arquivo Pessoal
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