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#CartõesPostais: 10 fatos e curiosidades sobre o Palácio Quitandinha

Cultura

#CartõesPostais: 10 fatos e curiosidades sobre o Palácio Quitandinha

Provas de que o Palácio Quitadinha dá uma aula de história, arquitetura e entretenimento na cidade

#CartõesPostais

Projetado para ser o maior hotel-cassino das Américas, o Palácio Quitandinha atrai por seu luxo e grandiosidade, mas também pelos detalhes e curiosidades que o tornam um dos mais bonitos e intrigantes cartões-portais de Petrópolis. A partir de agora, você confere 10 fatos que provam que o Palácio Quitadinha dá uma aula de história, arquitetura e entretenimento na cidade.

No lugar de uma quitadinha, um palácio

Conta a Associação de Guias de Turismo de Petrópolis, a AGP, que no local em que foi construído o Quitandinha havia uma fazenda com uma pequena quitanda onde era possível adquirir produtos agrícolas produzidos no local numa época em que Petrópolis era caminho para o interior do país e a região passagem de visitantes. O nome teria pegado e contribuído para o nome do palácio. Mistério solucionado!

Foto: Drone 42

Joaquim Rolla: de tropeiro à gênio da noite carioca

E como falar sobre o empreendimento sem mencionar seu idealizador? Joaquim Rolla era semianalfabeto e de tropeiro em Minas Gerais se tornou um dos maiores nomes da noite carioca, investindo na abertura do hotel-cassino por sugestão de Getúlio Vargas. Com menos de 30 anos já se planejava para adquirir o Cassino da Urca e, anos mais tarde, abriu o Cassino do Icaraí, em Niterói, e o Palácio Quitandinha, em 12 de fevereiro de 1944.

Foto: Evaldo Macedo

Lago já teve praia com areia de Copacabana

Por mais surreal que possa parecer, o lago do Quitandinha já contou com uma praia artificial própria. Conta-se que, na época, foram trazidos para Petrópolis centenas de caminhões com areia de Copacabana para a execução da obra, que dava ainda mais charme e requinte à entrada do palácio. Por lá era possível ver guarda-sóis armados e hóspedes com trajes de banho. Seria nosso sonho?

Foto: Reprodução/ Livro Apostas Encerradas/Flavio Menna Barreto Neves

Segunda maior cúpula do mundo

Atrás apenas da redoma da Catedral de São Pedro, em Roma, a cúpula do cassino do Quitandinha é a segunda maior do mundo, com 30 metros de altura e 50 metros de diâmetro. Quem conhece sabe a emoção que é estar naquela imensidão de azul! Antigamente, era naquele espaço, chamado de Salão Mauá, que ficava o cassino. E a pintura em azul foi estratégica: empregada de forma que os jogadores não notassem o passar do tempo.

Foto: @miraziz5

A primeira piscina térmica do país

Também pioneira é a piscina interna do Quitandinha. Rodeada por pinturas de animais marinhos inspiradas na obra “20 mil léguas submarinas”, de Júlio Verne, a piscina varia entre 1,05 e 4,05 metros de profundidade e é tida como a primeira piscina aquecida do Brasil. Na época, quem inaugurou o espaço foi a estrela do nado sincronizado e de filmes de Hollywood, Esther Williams.

Foto: Arquivo pessoal Milton de Mendonça Teixeira

Dimensões que surpreendem qualquer um

Com 50.000 m² de área construída, o Quitandinha contou com a mão de obra de cerca de 1.500 operários no projeto que até rede própria de água e esgoto chegou a criar. São 440 apartamentos e 13 grandes salões com capacidade para até 10 mil pessoas. Onde tudo é “muito”, visitar o palácio é, realmente, uma sensação à parte e verdadeiro convite para dar asas à imaginação.

Foto: marcondesfotografia.com

Hóspedes para lá de renomados

Sinônimo do que havia de melhor e mais moderno na época, engana-se quem pensa que foi só no Brasil que o Quitandinha fez sucesso.  Foram hóspedes do palácio Errol Flynn, Orson Welles, Lana Turner, Henry Fonda, Maurice Chevalier, Greta Garbo, Carmen Miranda, Walt Disney, Bing Crosby e até um rei destronado (Carol II da Romênia).

Foto: Reprodução/HF Urbanismo

Presença também em momentos políticos mundiais

Talvez você não saiba, mas foi no Quitandinha que aconteceu a assinatura da declaração de guerra dos países americanos ao Eixo, durante a Segunda Guerra Mundial, além da Conferência Interamericana em 1946, com as presenças de Getúlio Vargas e Evita Perón e a 16ª Conferência Mundial de Bandeirantes, que contou com representantes de 23 países Associados à WAGGGS (Word Association of Girl Guides and Girl Scouts).

Foto: Mariana Rocha

O viveiro a la Mata Atlântica

Regido pela missão de proporcionar experiências únicas a partir dos diferentes cômodos e ambientes oferecidos pelo Quitandinha, o palácio contava um imenso viveiro com aves e plantas brasileiras para que os hóspedes estrangeiros pudessem se sentir imersos na Mata Atlântica. Para completar a composição do espaço, as paredes também levavam tons de verde.

Foto: Reprodução/Wikipedia

Cenário de filmes

Não é difícil se sentir a estrela do próprio filme no Quitandinha, e a indústria cinematógrafica bem confirma isso. Somente dentro do cinema nacional foram filmados lá o filme Fogo na Roupa, de 1952, as minisséries Maysa: Quando fala o coração (2009) e Dalva e Herivelto: uma canção de amor (2020), além da novela Órfãos da Terra (2019).

Foto: Paulo Belote/TV Globo

Saiba mais em: Mais de 30 vezes em que Petrópolis foi cenário da TV e do cinema nacional

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