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Aniversário de Santos Dumont: confira 8 curiosidades sobre ‘A Encantada’ e o ‘Pai da Aviação’

História

Aniversário de Santos Dumont: confira 8 curiosidades sobre ‘A Encantada’ e o ‘Pai da Aviação’

Prepare-se para um voo encantador e uma viagem no tempo.

Se estivesse vivo, Alberto Santos Dumont, conhecido como o “Pai da Aviação”, completaria 147 hoje (20/07). Nascido em 20 de julho de 1873, o inventor teve forte relação com Petrópolis, que hoje abriga um museu em sua homenagem. “A Encantada”, imóvel que era usado por ele como casa de veraneio na Cidade Imperial, hoje abriga o Museu Casa de Santos Dumont – o segundo mais visitado do município.

Foto Bruno Ferreira Soares

Nascido na Fazenda Cabangu, em João Gomes – hoje Santos Dumont, em Minas Gerais, o inventor se apaixonou por Petrópolis e escolheu a Cidade Imperial para construir sua casa de descanso, que fica no Centro Histórico. Confira abaixo 8 curiosidades sobre a Encantada e o ‘Pai da Aviação’!

1. Por que “Encantada”?

Quando o mineiro Alberto Santos Dumont vinha a Petrópolis, ele se hospedava ora no Hotel Majestic – atual Praça 14 Bis, ora no Palace Hotel – hoje UCP, campus Barão do Amazonas. Acontece que dali do Relógio das Flores ele admirava o bambuzal do Morro do Encanto, terreno que viria a ocupar a partir da construção da Encantada.

Foto: Bruno Ferreira Soares

2. Os famosos degraus

Cheia de peculiaridades, a Encantada é conhecida, principalmente, por seus degraus incomuns. Nos foi dito que, na planta original do imóvel, a escada teria ficado muito íngreme. Daí a ideia de se cortar os degraus em forma de raquete, assim eles ficariam mais próximos um do outro e tornariam a subida mais leve. P.S. Alguns dizem que foi superstição, outros que foi uma consequência do posicionamento do corrimão. Seja como for, o visitante entra na casa de Dumont com o pé direito.

Foto: Bruno Ferreira Soares

3. Funcional e criativa

Como tudo na vida do aeronauta, a Encantada está localizada nas alturas. Para se ter uma noção, de acordo com os funcionários, no inverno a temperatura na casa chega a ser até três graus mais baixa do que na rua. Curiosa em cada detalhe, a arquitetura surpreende já pelas portas, projetadas para alguém de baixa estatura. Ele, por exemplo, tinha 1,52 m.

Foto: Bruno Ferreira Soares

Você já deve ter ouvido falar que Dumont projetou uma casa sem cozinha. Acostumado a se hospedar no Palace Hotel, ele teria continuado a fazer as refeições lá. O que talvez você não saiba é que sua mesa tinha um vão para que, quando o garçom lhe trouxesse comida, pudesse se colocar no espaço e servi-lo à francesa. A Encantada inclui, ainda, estátuas representativas de monumentos que Dumont recebeu em Paris, o primeiro chuveiro com água quente – aquecido a álcool e uma mala com as iniciais do pioneiro da aeronáutica que, no lugar de roupas, carregava ferramentas em todas as viagens que fazia.

Foto: Bruno Ferreira Soares

4. Chapéus e colarinhos

Marca registrada de Dumont, você sabia que o uso religioso de chapéus e colarinhos era, na verdade, uma tentativa do aviador de sempre se manter alinhado e mais alto? E lá vai mais uma curiosidade: dizem que o primeiro relógio de pulso foi motivado por ele, que propôs a seu amigo Cartier a criação de um item que lhe permitisse calcular o tempo dentro dos dirigíveis e que, ao mesmo tempo, deixasse suas mãos livres.

Foto: Bruno Ferreira Soares

5. A esfera e o coração

Ainda sobre o acervo do museu, uma das peças que mais intrigam e emocionam é a réplica do escrínio que guarda o coração de Santos Dumont, exposto até hoje no Museu Aeroespacial do Rio de Janeiro. Como descrito na casa, a peça original inclui uma esfera de ouro com perfurações que simbolizam as estrelas do Universo.

Foto: Bruno Ferreira Soares

6. A bandeira hasteada

Tão emblemático quanto a escada com degraus em formato de raquete é o caminho que Dumont fazia para observar os astros do topo da Encantada. Além disso, era através dele que o aeronauta hasteava a bandeira do Brasil sempre que chegava a Petrópolis. Se ela estivesse no mastro, era sinal de que a temporada do inventor na cidade havia chegado.

Foto: Bruno Ferreira Soares

7. Pontapé dos passeios

Fechada desde o início da pandemia, o museu está incluído na Linha Vermelha do plano de flexibilização do comércio e serviços de Petrópolis e ainda não tem previsão para reabertura.

Em “tempos normais”, o Museu Casa de Santos Dumont fica aberto de 9h às 17h30, de terça a domingo. Ele é um dos pontos turísticos a abrir mais cedo na cidade – juntamente da Catedral São Pedro de Alcântara e do Palácio de Cristal. Ou seja, escolha ideal para quem quer começar a “turistar” logo pelo começo da manhã. As entradas custam R$ 8,00 a inteira e R$ 4,00 a meia. Vale lembrar que têm direito a meia-entrada professores, estudantes e maiores de 60 anos, sendo que aqueles acima dos 65 e abaixo dos 7 não pagam pela visita. Além disso, você sabia que às quartas, assim como no último domingo do mês, o petropolitano não paga pelo ingresso?

8. Centro Cultural 14 Bis

E se você não visita o Museu Casa de Santos Dumont há tempos, vai se surpreender com o Centro Cultural 14 Bis. Localizado bem atrás da casa, ele oferece souvenirs, expõe maquetes – inclusive uma tátil, em braille, e disponibiliza a projeção de um filme de 12 minutos sobre aquele que provou que “o homem há de voar”.

Foto: Bruno Ferreira Soares

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