Febre dos festivais de fatias de tortas chega a Petrópolis e conquista o público
Do clássico ao moderno, doceiras locais apostam em criatividade, afeto e qualidade para atrair filas em feiras da cidade
Os festivais de fatias se consolidaram como uma das maiores tendências da confeitaria no Brasil nos últimos anos, reunindo variedade, praticidade e porções generosas que chamam atenção tanto pelo visual quanto pelo sabor. E em Petrópolis, a febre também ganhou espaço e vem sendo impulsionada por confeiteiras que apostam em receitas artesanais e na conexão com o público.

Fotos: Arquivo Pessoal
Tradição e tendência lado a lado
Presente nesse formato desde antes da popularização, Liliana Rodrigues, da Lili Doces Finos, viu de perto o crescimento do fenômeno. “Sou confeiteira há 19 anos e eu já faço esses festivais de fatias há muito tempo, desde 2017, com barracas em eventos da cidade e por conta própria. Nunca imaginei que anos depois, agora em 2025 e 2026, isso viraria uma febre no Brasil”, conta.

Fotos: Arquivo Pessoal Liliana
Mariana Campos, da Deliciê Imperial, já trabalha com doces há cinco anos, quando decidiu largar o emprego de gerente de supermercado e focar no que ela realmente amava. E ela entrou na tendência dos festivais mais recentemente, motivada justamente pelo sucesso que via em outros lugares.
“Fazia muitos copos da felicidade e depois bolos para as pessoas mais próximas. Comecei a ver que estava fazendo muito sucesso em outros lugares o festival de fatias, e as pessoas elogiavam muito meu bolo. Então pensei: por que não tentar?”, relembra.
A aposta, segundo ela, começou de forma simples, e já com retorno imediato. “Comecei a fazer no Retiro, onde moro, em outubro do ano passado. Foi num dia de chuva e vendeu tudo, graças a Deus”.
Sabores que conquistam
As duas apostam na diversidade de sabores como estratégia para agradar diferentes públicos. Mariana investe em combinações que chamam atenção, com destaque para o bolo de pudim, com a sobremesa em cima e no recheio, além do bombom de morango, Ferrero Rocher e maracujá. Suas “super fatias”, que chegam a pesar cerca de meio quilo, viraram marca registrada e ajudam a atrair o público.

Fotos: Arquivo Pessoal Mariana
Liliana equilibra opções modernas, como pistache com geleia caseira de frutas vermelhas, pavlova de morango e Kinder Bueno, com receitas tradicionais que seguem entre as favoritas, como olho de sogra, coco com abacaxi e doce de leite com nozes.
“Gosto sempre de levar sabores mais clássicos e outros mais modernos. Esses clássicos são os que sempre acabam primeiro, fazem muito sucesso”, afirma. Outro diferencial do seu trabalho é o cuidado artesanal: “Eu que faço todas as geleias que vão nos bolos, não é nada industrializado”.

Fotos: Arquivo Pessoal Liliana
Mais que doce, uma experiência
Além do sabor, o que tem feito os festivais de fatias ganharem tanta força é a experiência envolvida, desde a escolha até o consumo. E, para as confeiteiras, o cuidado com cada etapa faz toda a diferença.
“Às vezes me perguntam o que tem no meu bolo para gerar tanta fila. Eu digo: tem amor, carinho, tem Deus em cada detalhe, e eu faço como se fosse para mim, bem equilibrado”, diz Mariana.
Liliana também reforça a importância da dedicação em cada receita, mantendo a essência artesanal mesmo com o crescimento da demanda.

Fotos: Arquivo Pessoal Mariana
Onde encontrá-las?
Em Petrópolis, o público pode conferir de perto essa tendência na Praça Alcindo Sodré, no Centro, no início da Rua Paulo Barbosa.
Mariana marca presença às terças-feiras, das 10h às 17h, além de realizar edições no HiperShopping e vendas no Retiro aos fins de semana, suas fatias custam de R$ 28 a R$ 30.
Já Liliana está no local às quartas-feiras, no mesmo horário, além de participar de eventos e feiras em bairros como Nogueira e Itamarati, com fatias a R$ 25.
Acompanhe o trabalho delas em @delicieimperial e @lilianadocesfinos
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