Pais de petropolitano de 7 anos com leucemia criam rifa para ajudar no tratamento do filho
Pietro realiza tratamento no Hospital IPPMG, na UFRJ, e precisa viajar duas vezes por semana ao Rio de Janeiro
Aos 7 anos, Pietro, morador de Petrópolis, viu sua rotina mudar completamente após ser diagnosticado com leucemia, em agosto de 2025. O que começou como uma dor persistente no pé evoluiu para um longo período de incertezas, exames e, por fim, a confirmação da doença. Desde então, ele realiza quimioterapia duas vezes por semana no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira – IPPMG, na UFRJ da Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, e depende de viagens constantes entre a Região Serrana e a capital.
Para conseguir manter os gastos com o tratamento, a família organizou uma rifa solidária para custear despesas básicas como transporte e alimentação.

Foto: arquivo pessoal
Diagnóstico
Segundo Monique, mãe de Pietro, até o diagnóstico foram quatro meses investigando uma dor no pé da criança que só piorava.
“Chegou ao ponto de ele parar de andar. Fomos a ortopedista, neurologista, pediatra, fizemos vários exames, até que uma ressonância apontou uma infiltração na medula”, conta.
O encaminhamento para avaliação especializada aconteceu após uma hematologista da cidade buscar apoio de uma colega que atua no IPPMG. A consulta foi marcada para o dia 8 de agosto de 2025.
“Nunca tínhamos ido sozinhos ao Rio. Um tio do meu marido nos levou. Fomos nós dois, o Pietro e nossa bebê, que na época tinha 9 meses”, relembra.
O resultado do exame de sangue saiu no mesmo dia. “Meu marido precisou voltar ao outro prédio para finalizar a ficha. Ele demorou muito. Eu lembro até hoje do rosto dele quando voltou. Ali ele já tinha conversado com a médica e descoberto o resultado. Nosso mundo acabou ali”, diz Monique.
Pietro foi internado imediatamente. A mãe permaneceu com o filho no hospital, enquanto o pai retornou a Petrópolis com a bebê, que ainda estava em fase de amamentação.

Foto: arquivo pessoal
Tratamento e rotina de cuidados
Atualmente, Pietro está no penúltimo bloco da quimioterapia venosa, faltando, aproximadamente, dois meses para terminar esse e o último bloco.
“Depois ele entra na fase de manutenção, quando vai ao hospital uma vez por semana e faz medicação oral”, explica a mãe.
A rotina é marcada por cuidados constantes. “Nossa vida nunca mais foi a mesma. Vivemos atentos à temperatura, à disposição dele, a qualquer sintoma diferente”, relata. Durante o tratamento, Pietro apresentou episódios de neutropenia — quando a imunidade fica muito baixa — e a família precisou ficar duas vezes em uma casa de apoio em Duque de Caxias, para permanecer perto do hospital em caso de febre.
Estudante do 2º ano do ensino fundamental, Pietro segue acompanhando as aulas de casa. “A escola envia atividades toda semana. Ele não pode receber visitas por causa da imunidade baixa, mas recebe mensagens dos amigos”, diz a mãe.
Foto: arquivo pessoal
Impacto financeiro
Além do desgaste emocional, há o impacto financeiro. Monique havia deixado o emprego após 11 anos para se dedicar aos filhos e ajudar o marido, que trabalha com delivery de sushi. Com o diagnóstico, ele ficou um mês sem trabalhar.
“Hoje ele mantém o delivery, mas não consegue abrir todos os dias por causa das idas ao hospital e das fases em que o Pietro fica mais debilitado após a quimioterapia. As despesas são muitas e não conseguimos arcar com todas”.
A cada deslocamento ao Rio, os custos incluem gasolina, pedágio e alimentação. “O hospital fornece os medicamentos, mas às vezes falta algum e precisamos comprar. E agora ele está tomando corticoide, que aumenta muito a fome. Ele passa o dia todo comendo”, conta.
Como ajudar no tratamento de Pietro
Para ajudar nas despesas, familiares organizaram uma rifa solidária com prêmios doados pela tia e pela madrinha do menino. O primeiro prêmio é uma bicicleta e o segundo é uma airfryer. Quem quiser ajudar na continuidade do tratamento de Pietro, a compra dos números da rifa pode ser feita aqui.
“Todo o valor arrecadado é usado nas idas ao hospital e nas necessidades do tratamento. São gastos que fogem do nosso orçamento.”
A família também tenta reverter a negativa de um benefício social ao qual Pietro teria direito. “Estamos recorrendo”, afirma Monique.
Mesmo diante das dificuldades, ela faz questão de destacar a personalidade do filho. “O Pietro sempre foi luz, alegria. É um mini adulto e encanta todos que o conhecem. Não merecia passar por tudo isso. Quem puder ajudar na nossa rifa, serei eternamente grata. Toda ajuda faz diferença para que ele continue o tratamento”, finaliza Monique.

Foto: arquivo pessoal
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