Vinte!
A fusão entre teatro, dança e música dá o tom de Vinte!, espetáculo escrito por Tainah Longras e dirigido por Mauricio Lima. A montagem propõe uma revisitação ficcional dos movimentos artísticos negros dos anos 1920 no Brasil, em diálogo com a cidade do Rio, as artes e suas camadas de tempo. Partindo de uma crítica à peça Tudo Preto (1926), da Companhia Negra de Revistas, a obra reconstrói narrativas sob uma perspectiva afro-contemporânea.
O Harlem Renaissance, movimento cultural e intelectual que floresceu na comunidade negra de Nova York na mesma época, serviu como ponto de partida da pesquisa. “É a abertura para toda a investigação e fonte de muitas elaborações importantes para a peça”, explica Longras, que está em cena ao lado de AfroFlor, Felipe Oládélè e Muato. A pesquisa levou à Companhia Negra de Revistas, grupo que reuniu nomes como Pixinguinha e De Chocolat e marcou a história do teatro musical negro brasileiro. “Esses artistas e suas histórias são nossos maiores pontos de conexão com o Rio dos anos 1920”, destaca a dramaturga.
