Como os petropolitanos votaram nas Eleições 2026?
Candidatos da direita lideraram as votações para presidente, governador e Senado, enquanto nomes da esquerda foram os mais votados para deputado federal e estadual na cidade
Com mais de 239 mil eleitores, Petrópolis foi às urnas neste domingo (4) para escolher presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual. O resultado na cidade mostrou uma preferência mais acentuada por candidatos do PL nas disputas majoritárias, mas também garantiu a reeleição de Yuri Moura (PSOL) para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Fotos: Reprodução
Na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) foi o mais votado na cidade, com 95.783 votos, o equivalente a 55,88% dos votos válidos. Lula (PT) ficou em segundo, com 57.572 votos (33,59%). A votação de Flávio em Petrópolis ficou acima do resultado obtido pelo candidato no conjunto do país, onde ele terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
Entre os demais candidatos à Presidência, Augusto Cury (Avante) recebeu 6.711 votos (3,92%), seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 5.028 (2,93%), e Renan Santos, com 4.978 (2,90%). Romeu Zema (Novo) teve 719 votos, ou 0,42%.

Fotos: Ricardo Stuckert e Pilar Olivares / Reuters
Quase 70 mil eleitores não escolheram nenhum candidato
Apesar de mais de 171 mil votos válidos para presidente, quase 70 mil eleitores de Petrópolis não participaram da escolha de um candidato à Presidência. Ao todo, 57.915 pessoas não compareceram às urnas, enquanto outras 10.239 votaram em branco ou anularam o voto.
Somados, os números chegam a 68.154 eleitores, o equivalente a cerca de 28,5% dos mais de 239 mil eleitores da cidade.
O número chama atenção porque representa mais de um quarto do eleitorado petropolitano. Ou seja, para cada quatro eleitores aptos a votar, aproximadamente um não participou da escolha de um candidato à Presidência.

Foto: Fábio Pozzebom / Agência Brasil
Diferença entre as regiões da cidade
A votação presidencial também apresentou diferenças entre as zonas eleitorais de Petrópolis. Na 65ª Zona Eleitoral, que abrange regiões como Itaipava, Corrêas, Pedro do Rio, Posse, Cascatinha e Araras, a vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula foi ainda maior.
Já na 29ª Zona Eleitoral, que reúne áreas como Centro, Alto da Serra, Bingen, Mosela e Quitandinha, a distância entre os dois candidatos foi menor, embora Flávio também tenha terminado à frente com ampla vantagem.

Foto: Daniella Vita
Governo do Estado
Para o governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) também liderou em Petrópolis. O candidato recebeu 81.201 votos, ou 53,12% dos votos válidos na cidade. Eduardo Paes (PSD) ficou em segundo, com 58.673 votos (38,39%).
O resultado acompanha a disputa estadual: Douglas Ruas e Eduardo Paes foram os dois mais votados no Rio e, segundo o resultado divulgado pelo TSE, disputarão o segundo turno em 25 de outubro. A situação ainda está sujeita à decisão da Justiça Eleitoral sobre os votos de Anthony Garotinho.
Em Petrópolis, os votos brancos e nulos para governador somaram 28.573, o equivalente a 15,75% dos votos.

Fotos: Alerj e Ana Branco / Agência O Globo
Yuri Moura é o único candidato de Petrópolis eleito para o Legislativo
Na disputa para deputado estadual, o candidato mais votado em Petrópolis foi Yuri Moura (PSOL), com 29.506 votos. O desempenho na cidade ajudou a garantir a reeleição do parlamentar para a Alerj, com 43.336 votos em todo o estado.
Com o resultado, Yuri será o único candidato ligado a Petrópolis eleito para o Legislativo estadual ou federal em 2026. A cidade não elegeu representantes para a Câmara dos Deputados nem para o Senado.

Foto: Alerj
Júlia Casamasso foi a mais votada para deputada federal na cidade, mas não se elegeu
Para deputado federal, Júlia Casamasso (PSOL) foi a candidata mais votada em Petrópolis, com 11.307 votos. Apesar do desempenho na cidade, ela terminou a eleição com 14.624 votos em todo o estado e não conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Foto: Reprodução Instagram
Outros nomes com forte votação local também ficaram de fora, como os ex-prefeitos Bernardo Rossi (União), que recebeu 9.931 votos em Petrópolis, e Rubens Bomtempo (PT), com 11.200.
O resultado também mostra uma particularidade das eleições proporcionais: a votação individual não é suficiente para determinar a eleição de um deputado. A distribuição das cadeiras considera o desempenho dos partidos e federações, além da votação dos candidatos.

Fotos: Alerj e Reprodução
PL fica com as duas vagas ao Senado no estado
Na disputa pelo Senado, os dois candidatos mais votados em Petrópolis foram Carlos Portinho (PL), com 29,08% dos votos válidos, e Carlos Jordy (PL), com 26,49%. Na sequência apareceram Benedita (PT), com 18,24%, e Mônica Benício (PSOL), com 10,15%.
O resultado da cidade acompanhou o resultado estadual. Portinho e Jordy foram eleitos para as duas vagas do Rio de Janeiro no Senado e terão mandatos de oito anos. No resultado final do estado, Portinho teve 26,77% dos votos válidos e Jordy, 24,56%.

Fotos: Jefferson Rudy / Agência Senado, Bruno Spada / Câmara dos Deputados, Leo Martins / Agência O Globo e Reprodução
Petrópolis votou mais à direita nas disputas majoritárias, mas apoiou candidatos locais da esquerda
Considerando os principais cargos majoritários, o resultado de Petrópolis apresentou uma concentração maior de votos em candidatos do PL do que a registrada no conjunto do país e do estado.
Ao mesmo tempo, a eleição para deputados federais e estaduais teve um resultado diferente, com Yuri Moura e Júlia Casamasso, ambos do PSOL e mais alinhado à esquerda, ganhando destaque.
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