Connect with us

Há 45 anos, família mantém tradição de distribuir doces de São Cosme e Damião em Petrópolis

Petrópolis do bem

Há 45 anos, família mantém tradição de distribuir doces de São Cosme e Damião em Petrópolis

Promessa feita pela saúde da filha transformou a tradição da família Lima em uma grande festa, que reúne centenas de crianças todos os anos no Itamarati

Todos os anos, o dia de Cosme e Damião ganha um significado especial para a família Lima, do Itamarati, em Petrópolis. O que começou há cerca de 45 anos como uma tradição familiar de distribuição de doces se transformou, há 25 anos, em uma grande celebração de fé, gratidão e união.

Fotos: Arquivo Pessoal Roberta Lima

Neste domingo (27), entre 250 e 350 crianças são esperadas para receber os tradicionais saquinhos de doces. Para Roberta Senra, manter a tradição é uma forma de agradecer pelas bênçãos recebidas e, ao mesmo tempo, manter viva uma história que atravessa gerações.

“Esse dia é representado pela fé, pela alegria e doçura das crianças. Significa, para nós, mantermos acesa a tradição de família e, principalmente, é uma forma de agradecimento por tantas bênçãos recebidas”, declara.

A tradição começou com a avó de Roberta e foi sendo passada para as gerações seguintes. Com o passar dos anos, ela e a mãe, Cledir, decidiram dar continuidade à distribuição.

Foto Arquivo Pessoal Roberta Lima

Há 25 anos, Roberta estava grávida da filha, Vitória Beatriz, e descobriu que a gestação era delicada. Diante da preocupação com a saúde da menina, a mãe de Roberta fez uma promessa a São Cosme e Damião: prepararia um bolo e guaraná para distribuir em agradecimento pela saúde da neta.

A partir daquele momento, as tias também se uniram à família e a celebração foi crescendo. O que antes era apenas a distribuição dos doces ganhou novos elementos e se transformou na festa que, hoje, reúne centenas de crianças todos os anos. “Antes eram só os saquinhos e doces. Hoje realizamos a nossa linda festa, em agradecimento”, afirma.

Foto Arquivo Pessoal Roberta Lima

Uma tradição feita em família

Para que tudo esteja pronto no dia da celebração, a preparação começa com antecedência. Roberta participa de todo o processo ao lado da mãe, Cledir, da filha Vitória e da tia Clara.

“Durante a semana preparamos os saquinhos. Na véspera da festa, fazemos o bolo e recheamos e, no dia, confeitamos. É uma satisfação imensa e a sensação de dever cumprido”, conta.

Foto Arquivo Pessoal Roberta Lima

Fé que continua sendo renovada

Mesmo depois de a promessa ter sido cumprida, a família decidiu continuar realizando a festa. Para Roberta, cada nova edição representa uma oportunidade de renovar a fé e agradecer novamente. “Além de não deixar a tradição morrer, a festa é de fundamental importância para a união da família e a renovação da fé”.

Ao longo dos anos, a distribuição também passou a fazer parte da memória das crianças e famílias que aguardam pela data. A casa se transforma em ponto de encontro e, por algumas horas, fica cercada pela movimentação de quem chega para receber os doces.

Para a família, o significado da celebração está justamente nesse carinho. “O saquinho de doces vai muito além de simples doces. Vai junto com ele fé, carinho, cuidado e muito amor, pois é assim que preparamos tudo: com muito amor. E pretendemos continuar enquanto Deus nos permitir”, finaliza.

Foto Arquivos Sou Petrópolis

Veja também:

Continue Reading

Você também vai gostar

Subir