No Dia do Abraço, psicóloga diz que troca afetiva contribui para liberação do hormônio do amor
Segundo Virgínia Ferreira, psicóloga e psicanalista, além de professora da UNIFASE, manifestações de afeto ajudam a aliviar o estresse e a ansiedade
Neste dia 22 de maio é comemorado o Dia do Abraço. A data ganha ainda mais significado neste ano com a melhora dos índices da pandemia. Com menor número de casos, internações e óbitos por Covid-19, assim como avanço da vacinação, já é possível praticar o gesto de carinho com as pessoas mais queridas.
Foto: @fuipra_rua
Foram mais de dois anos em que o distanciamento social foi recomendado. A melhora da pandemia se dá principalmente pela imunização e, com isso, muitas famílias, que praticaram o isolamento, já voltaram a se reunir. Também já voltou a ser comum o encontro entre amigos e até a realização de eventos.
Petrópolis sediou em abril dois grandes eventos: Copa de Mountain Bike e o Rock The Mountain. Ambos reuniram milhares de pessoas. A Deguste, tradicional festival de cerveja na cidade, também já voltou a ocorrer e a expectativa é de que Petrópolis sedie ainda neste ano, o Festival de Inverno e a Bauenfest. E uma coisa é certa: não faltam abraços quando as pessoas se encontram nesses eventos.
Psicóloga e psicanalista, além de professora da UNIFASE, Virgínia Ferreira explica que o abraço assim como toda manifestação de afeto libera a ocitocina que é conhecida como hormônio do amor, do antiestresse, do prazer. “Esse hormônio, por aliviar o estresse e a ansiedade, faz com que haja um aumento da libido, do prazer e das relações sociais”, diz.
A especialista explica que, quando as pessoas são privadas dessa manifestação de afeto que, segundo ela, implica em tantas outras sensações, como de ser amada e de não ser uma pessoa sozinha, as pessoas se sentem inseguras, sozinhas, desamparadas, incertas de amor, de dias de vida, do amanhã.
“Esses sentimentos são fortes o suficiente para provocar nas pessoas muitos tipos de sofrimentos psíquicos, ou fortes o suficiente para exacerbar o sofrimento já existente e que a pessoa mantinha sufocado dentro dela, tais como: depressão, fobia, pânico, ansiedade dentre outros”, afirma Virgínia.
Para ela, o abraço pode não ser a saída para o não adoecimento ou a receita para a felicidade, mas pode ser considerado indispensável para o convívio humano. “Inegavelmente é um aconchego que embala a alma e que potencializa a vida”, conclui a especialista.
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