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8 detalhes que você nunca reparou no Museu Imperial

História

8 detalhes que você nunca reparou no Museu Imperial

Com a ajuda da museóloga Ana Luiza, do Museu Imperial, reunimos detalhes que revelam capítulos da história do espaço

Entre salões imponentes e seus jardins, o Museu Imperial guarda muito mais do que os olhares costumam alcançar em uma primeira visita. Para além das peças icônicas e da grandiosidade do antigo palácio de Dom Pedro II, pequenos detalhes passam quase despercebidos pelos visitantes. Por isso, contamos com a ajuda da museóloga Ana Luiza, do Museu Imperial, e reunimos alguns desses elementos que, mesmo discretos, ajudam a contar capítulos da história do espaço.

1. Cor original do Museu Imperial

Poucos percebem, mas, em uma de suas paredes, o Museu Imperial revela sua cor original. O amarelo era a tonalidade do palácio quando a família imperial morava ali e, posteriormente, quando duas escolas funcionaram no espaço. A pintura reproduzia padrões semelhantes ao mármore por meio da técnica chamada “escaiola”.

Fotos: Sou Petrópolis

2. Monumento Comemorativo da chegada dos colonos

Na entrada do Museu Imperial, do lado esquerdo, está o Monumento Comemorativo da chegada dos colonos à cidade. Na esfera de granito, apoiada sobre um suporte de ferro, está gravada a data da chegada dos primeiros colonos: 29 de junho de 1845.

Fotos: Sou Petrópolis

3. Estátuas nos jardins

Espalhadas pelos jardins do Museu Imperial, as estátuas vão muito além da função decorativa. Inspiradas na estética europeia, elas ajudam a compor o cenário. Muitas dessas esculturas representam figuras mitológicas e alegorias, além de personalidades como Platão, reforçando o estilo clássico que marcou o paisagismo da época.

Fotos: Sou Petrópolis

4. Banheiras usadas por Dom Pedro II

Outros itens que costumam passar despercebidos no Museu Imperial são as banheiras utilizadas por Dom Pedro II. Em uma época em que banhos não eram tão frequentes, o imperador era conhecido por seus hábitos de higiene considerados avançados para o período.

Foto: Sou Petrópolis

5. Monumento a Dona Carolina Leopoldina

O monumento dedicado à Dona Carolina Josefa Leopoldina chama a atenção pela delicadeza e pelo simbolismo. Primeira imperatriz do Brasil e figura fundamental no processo da Independência, Dona Leopoldina é homenageada em meio ao paisagismo que remete à tradição europeia. A escultura também revela a estética do penteado típico do Império, com cachos e sobrancelhas finas. A moda aparece no vestido de decote com babados de renda e laços. No pescoço, destaca-se o colar de pérolas de duas voltas.

Fotos: Sou Petrópolis

6. Marco Comemorativo do Centenário de Inauguração da Estrada União e Indústria

O marco monolítico mostra a inscrição gravada a buril em espelho polido. O texto registra um momento histórico, quando Dom Pedro II saiu do palácio para inaugurar a Estrada União e Indústria em 23 de junho de 1861.

Fotos: Sou Petrópolis

7. Monumento dedicado a Alcindo Sodré

O jardim do Museu Imperial também homenageia Alcindo Sodré. Jornalista, professor e intelectual, ele foi diretor do Museu Imperial e também prefeito da cidade, em 1945. Além disso, fundou o Liceu Municipal de Petrópolis.

Foto: Sou Petrópolis

8. Getúlio Vargas também é homenageado nos jardins

Getúlio Vargas, que teve um forte vínculo político, afetivo e de lazer com Petrópolis, também é homenageado nos jardins do Museu Imperial. Por aqui, ele passava longos períodos despachando e recebendo políticos, o que trouxe grande movimentação política para a cidade. O Palácio Rio Negro, localizado na Avenida Koeler, foi sua residência oficial de verão.

Foto: Sou Petrópolis
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