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Frota de veículos ultrapassa 200 mil em Petrópolis e acende alerta para a mobilidade urbana

Cidade

Frota de veículos ultrapassa 200 mil em Petrópolis e acende alerta para a mobilidade urbana

Na cidade, há 7 carros para cada 10 petropolitanos

Petrópolis ultrapassou a marca de 200 mil veículos registrados, segundo dados do Detran RJ, e o crescimento da frota já é sentido diariamente por moradores que enfrentam congestionamentos cada vez mais frequentes em diferentes pontos da cidade.

Foto: Divulgação/Setranspetro

Com esse número, o município chega a uma proporção de cerca de 7 veículos para cada 10 habitantes, uma das maiores relações de veículos por morador do estado do Rio de Janeiro.

Além disso, Petrópolis lidera o ranking de maior frota da Região Serrana, à frente de Nova Friburgo, que possui cerca de 147 mil veículos, e de Teresópolis, com aproximadamente 122 mil.

Os dados ajudam a explicar por que o trânsito se tornou um dos principais desafios urbanos da cidade.

Excesso de veículos agrava congestionamentos

Para o presidente da UNITA (Unidos por Itaipava), Alexandre Plantz, o impacto da frota elevada vai além dos carros emplacados no município. Segundo ele, distritos como Itaipava sofrem com um fluxo intenso de veículos vindos de fora, sobretudo, da Região Metropolitana do Rio e de Minas Gerais, e principalmente nos fins de semana, feriados e períodos de alta temporada.

“Esse cenário se agrava durante a realização de eventos de médio e grande porte, que atraem ainda mais veículos, mas nem sempre contam com planejamento viário, estrutura adequada, investimento em áreas de estacionamento ou fiscalização compatível com o impacto que geram no território”, aponta.

Foto: Arquivos Sou Petrópolis

Vias sobrecarregadas e aumento dos riscos no trânsito

Esse movimento extra se concentra em vias que acumulam várias funções ao mesmo tempo, como a BR-040 e a Estrada União e Indústria, principal eixo de circulação dentro de Itaipava. Nessas vias, o excesso de veículos provoca congestionamentos prolongados, atrasos nos deslocamentos e aumento do estresse no trânsito.

“A convivência intensa entre carros, motocicletas, ônibus, pedestres e ciclistas em espaços muitas vezes inadequados para o volume e a velocidade de tráfego amplia a exposição a acidentes viários, alguns deles graves. A frota elevada também pressiona a infraestrutura urbana, com desgaste acelerado de pavimentos e necessidade constante de manutenção, nem sempre acompanhada de planejamento e previsibilidade orçamentária”, explica Plantz.

Outro problema apontado é a ocupação excessiva do espaço urbano pelos automóveis. Estacionamentos irregulares acabam tomando ruas e calçadas, reduzindo áreas destinadas aos pedestres e dificultando a circulação.

Foto: TV Prefeito

Avanços pontuais e a necessidade de planejamento de longo prazo

De acordo com o presidente da UNITA, os problemas de mobilidade em Petrópolis já são amplamente conhecidos. O principal desafio, agora, é transformar diagnósticos e projetos em ações efetivas.

Entre os avanços recentes, ele destaca a antecipação da construção da nova ponte do Arranha-Céu, obra que estava prevista apenas para 2028 e teve o início acelerado após articulação entre entidades, concessionária e poder público.

Outro destaque é a retomada da duplicação da Rua Agante Moço, com investimento anunciado de R$ 3,8 milhões em recursos federais, considerada estratégica para melhorar a fluidez do trânsito em Itaipava.

A UNITA também elaborou um estudo técnico propondo intervenções no centro comercial do distrito, como mudanças no Trevo de Bonsucesso, novos acessos ao terminal urbano e a reorganização da Estrada União e Indústria.

Segundo Alexandre, essas ações precisam caminhar junto com soluções para drenagem, já que alagamentos frequentes comprometem qualquer avanço na mobilidade.

“Apesar de reconhecer iniciativas pontuais e avanços recentes, a Unita avalia que ainda falta transformar compromissos assumidos em obras executadas, além de avançar em fiscalização, ordenamento do tráfego, transporte público e planejamento urbano de longo prazo, para que as melhorias não ocorram apenas de forma reativa ou emergencial”, comenta.

Foto: divulgação PMP

O que a população pode fazer?

Alexandre Plantz ressalta que, embora o problema seja estrutural, a população pode contribuir no dia a dia. Entre as atitudes estão priorizar deslocamentos a pé em trajetos curtos, evitar o uso do carro nos horários de pico, compartilhar veículos e respeitar regras básicas de trânsito, especialmente em relação ao estacionamento irregular.

Mas ele ressalta que “engarrafamentos não são apenas resultado de escolhas individuais, mas de decisões coletivas sobre como a cidade organiza seus espaços e seus deslocamentos”.

Posicionamento da Prefeitura

A Sou Petrópolis procurou a Prefeitura de Petrópolis para comentar sobre o crescimento da frota de veículos e as ações voltadas à mobilidade urbana no município, mas, até o fechamento desta matéria, não houve retorno.

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