Petrópolis registra aumento no número de atendimentos por acidentes de trânsito em 2025
Número representa um aumento de aproximadamente 43% em relação a 2024
O Hospital Santa Teresa registrou 1.930 atendimentos a vítimas de acidentes no ano de 2025, em Petrópolis. O número representa um aumento de aproximadamente 43% em relação a 2024, quando a unidade atendeu cerca de 1.352 pessoas envolvidas em acidentes de trânsito.

Foto: reprodução – acidente ocorrido no dia 21 de setembro de 2024, no Retiro
Dados
Em 2025, a maior parte das vítimas atendidas tinha entre 18 e 60 anos, totalizando aproximadamente 1,5 mil pessoas. Em seguida aparecem os idosos com mais de 60 anos, com 282 atendimentos, e os menores de 18 anos, que somaram 115 casos.
O mês de dezembro de 2025 foi o que apresentou o maior número de internações, chegando a 200 registros. Os acidentes envolvendo motocicletas lideraram as ocorrências, sendo responsáveis por 96 internações no mês. Na sequência, aparecem as colisões entre carros, com 55 hospitalizações, e os atropelamentos, que somaram 11 casos. Além disso, 29 pessoas foram internadas após quedas, sete por agressões, e 13 ocorrências não tiveram a causa especificada.

Foto: reprodução redes – Acidente ocorrido em 15 de setembro de 2025 – Araras
Comparativo com 2024
No balanço de 2024, o Hospital Santa Teresa atendeu 1.352 vítimas de acidentes de trânsito, número que representou 73,6% de todos os atendimentos por acidentes realizados naquele ano. Assim como em 2025, as motocicletas foram apontadas como o principal fator de risco no trânsito da cidade.
As motos estiveram envolvidas em 63% das ocorrências, totalizando 851 motociclistas acidentados, sendo 659 homens e 192 mulheres. Os acidentes com carros somaram 368 registros, enquanto os atropelamentos chegaram a 133 casos. Entre as vítimas de 2024, 93 eram idosos e 81 tinham menos de 18 anos.

Foto: divulgação
Mortes no trânsito
Os dados da Sala de Trauma do Hospital Santa Teresa confirmaram que quatro pessoas perderam a vida em decorrência de acidentes em 2025, com óbitos registrados nos meses de maio, julho, outubro e novembro. Embora o número seja considerado baixo em relação ao total de atendimentos, cada morte representa uma perda irreparável e reforça o impacto dos acidentes de trânsito na saúde pública e na vida das famílias petropolitanas.

Imagem ilustrativa de acidente ocorrido em 2019. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros
Por trás dos números, vidas interrompidas
Enquanto os dados crescem, a sensação é de que a pressa e a imprudência seguem custando caro demais. Um desses casos foi o de Gabriel, vítima do acidente na Avenida Ayrton Senna, no Quitandinha.
Ele tinha 25 anos, era recém-casado e era uma pessoa muito conhecida no ramo esportivo da cidade, em especial, no futevôlei. O amigo Matheus Lima lembra com carinho e dor dos momentos compartilhados.
“Gabriel era meu amigo de anos, frequentávamos a casa um do outro. Trabalhamos juntos com futevôlei por quase três anos. O sentimento como amigo é de uma tristeza absoluta, um vazio que nunca será preenchido. Era um rapaz de 25 anos, casado há apenas três meses, trabalhador. É muito difícil lidar com uma perda assim. Acaba sendo um momento de reflexão, principalmente para os mais próximos”, conta Matheus.
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