Uma a cada dez petropolitanas se chama Maria
Saiba quais são os nomes e sobrenomes mais populares em Petrópolis
Você já teve que usar apelido na escola ou no trabalho porque tinha “Maria demais” ou “João demais” na turma? Pois saiba que isso não aconteceu só com você. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou novos dados do Censo 2022 com os nomes e sobrenomes mais populares em cada cidade e, em Petrópolis, alguns clássicos seguem firmes no topo da lista.

Foto: Henry Kappaun
Ranking de nomes femininos
As Marias, por exemplo, representam uma a cada dez petropolitanas. A cidade tem 147.802 mulheres e 14.585 tem este nome. Maria aparece disparada na primeira colocação, com um número bem superior ao segundo lugar. Confira o top 10:
1º Maria – 14.585
2º Ana – 6.281
3º Márcia – 1.346
4º Patrícia – 1.173
5º Vera – 1.163
6º Júlia – 1.140
7º Adriana – 1.113
8º Juliana – 1.092
9º Mariana – 1.056
10º Sônia – 1.051
Ranking de nomes masculinos
Entre os homens, a disputa é mais equilibrada, mas João e José seguem praticamente empatados no topo:
1º João – 4.613
2º José – 4.592
3º Carlos – 3.357
4º Paulo – 2.718
5º Pedro – 2.581
6º Luiz – 2.556
7º Antônio – 2.051
8º Lucas – 1.977
9º Gabriel – 1.974
10º Luís – 1.858
E os sobrenomes mais populares?
Quando o assunto é sobrenome, Silva reina absoluto em Petrópolis, assim como acontece em grande parte do país:
1º Silva – 35.866
2º Oliveira – 15.762
3º Santos – 15.536
4º Souza – 14.043
5º Ferreira – 8.333
6º Costa – 7.942
7º Pereira – 7.568
8º Carvalho – 6.471
9º Rodrigues – 5.775
10º Alves – 5.345

Foto: Arquivos Sou Petrópolis
Por que esses nomes são tão comuns?
De acordo com análises do IBGE, a popularidade de nomes como Maria, Ana, João e José está fortemente ligada à tradição religiosa católica, que teve, e ainda tem, grande influência na formação cultural brasileira.
Durante décadas, era comum que famílias escolhessem nomes de santos ou personagens bíblicos como forma de devoção ou homenagem. Outro fator importante é a herança familiar. Muitos desses nomes passam de geração em geração, o que ajuda a manter sua presença elevada ao longo do tempo.
Já nomes como Júlia, Lucas, Gabriel e Mariana refletem uma tendência mais recente, associada à influência da mídia, novelas e à preferência por nomes considerados clássicos, mas com sonoridade mais moderna.
No caso dos sobrenomes, o IBGE explica que a predominância de Silva, Santos, Oliveira e Souza tem origem histórica. Esses nomes foram amplamente adotados durante o período colonial, muitas vezes associados a registros religiosos, à população portuguesa e, em alguns casos, à população escravizada, que recebia sobrenomes comuns no momento do batismo.
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