Conheça a emocionante história por trás do Museu do Gato de Petrópolis
Criado a partir do luto, da arte e do amor pelos felinos, espaço é o primeiro do gênero no Brasil e nas Américas Latinas
Em Petrópolis, um museu inusitado tem tocado visitantes muito além da curiosidade que ele, por si só, já gera. Inaugurado em março de 2025, o Museu do Gato nasceu da dor, da arte e de uma profunda relação afetiva com os felinos — e hoje se consolida como um espaço de acolhimento, sensibilidade e troca de energia. Idealizado pela artista Lucimere Mazurec, o museu transforma uma história pessoal marcada pela perda em um convite à cura da alma.

Foto: divulgação
Da arte ao “pulo do gato”
A relação de Lucimere com os gatos sempre esteve presente em sua produção artística. Pintora apaixonada, ela percebeu, ao longo dos anos, que suas obras com felinos despertavam ainda mais interesse do que paisagens tradicionais. Turistas que visitavam Petrópolis, muitas vezes, optavam por levar para casa quadros de gatos em vez de cenários clássicos da cidade.
“Sempre amei a arte e muitos dos meus quadros retratavam gatos. Eu via nos compradores uma enorme admiração pelos felinos. Turistas, muitas vezes, trocavam paisagens turísticas por pinturas relacionadas a gatos. E eu amo meu gato Kiba, então literalmente dei o pulo do gato”, conta.
Primeiro Museu do Gato do Brasil
Ao registrar a marca, Lucimere descobriu que existiam apenas três museus dedicados aos gatos no mundo — localizados em Istambul, Amsterdã e Tóquio. A partir daí, o projeto ganhou ainda mais força. A inauguração do Museu do Gato de Petrópolis teve repercussão nacional e internacional.
“Viramos o primeiro Museu do Gato do Brasil e das Américas Latinas”, destaca.
A abertura contou ainda com a presença do maior gato do mundo, o Xartrux de Jaú (SP), que caminha para entrar no livro dos recordes.

Foto: divulgação
Luto, Kiba e um novo propósito
Por trás do museu está uma história profundamente sensível. Kiba, um gato siamês resgatado na rua, foi levado para casa pelo filho de Lucimere, Johann, que faleceu aos 22 anos, vítima de um acidente doméstico. Durante o processo de luto, o gato passou a ter um papel essencial na vida da artista.
“Eu digo que salvei o Kiba um dia e ele me salva todos os dias. Quando Johann sofreu o acidente, descobri o porquê daquele gatinho ter aparecido em nossas vidas. Ele ajudou a consolar minha perda e ajuda até hoje”.

Foto: arquivo pessoal
Quando o amor virou museu
A ideia de criar o Museu do Gato se consolidou quando Lucimere percebeu o impacto emocional que os felinos têm sobre as pessoas. Para ela, os gatos possuem um poder quase terapêutico.
“Eles ajudam na cura da alma em momentos difíceis de tristeza e depressão. Fazem a gente sorrir sem mesmo ter vontade, deixam a alma leve e resgatam a nossa criança adormecida.”
Segundo a idealizadora, o espaço vai além de uma homenagem pessoal.
“É mais do que um tributo ao Johann e ao Kiba. É uma troca de energia renovadora, que vem dos visitantes do mundo todo. Essa energia gateira está em todos nós, não importa cultura, raça ou nação.”
Homenagem em afeto
Embora não exista uma sala específica dedicada ao filho, Johann está presente de forma simbólica em todo o museu.
“Meu filho está presente através da figura do gato. Ele era amor, e nos gatos eu vejo esse amor puro e verdadeiro. Os puros de coração amam e respeitam os bichos. Meu filho era assim”.

Foto: divulgação
O que o visitante encontra no Museu do Gato
O Museu do Gato é um espaço interativo, sensorial e afetivo. Entre os ambientes e experiências oferecidas estão:
- Sala das Curiosidades
- Sala das Sensações e Emoções
- Espaço do Gato Místico
- Homenagens a gatos influencers famosos (com autorização dos tutores)
- Óculos 3D para “enxergar como um gato vê”
- Cantinho da Saudade, onde visitantes deixam mensagens para pets que já partiram
- Uma brincadeira que revela se os visitantes são “almas gêmeas felinas”
O espaço também abriga obras de arte originais inspiradas em gatos, assinadas por artistas de várias regiões do Brasil e, em breve, também do Japão e do Peru.

Foto: divulgação
Espaço que emociona
O Museu do Gato, onde a dor se transformou em arte e o amor ganhou um novo propósito, segue emocionando quem cruza suas portas. Mais do que uma visita, a experiência deixa marcas afetivas nos visitantes.
“As pessoas entram trazendo energia positiva e saem levando um pouco da harmonia do nosso espaço. Descobrem que um propósito de vida regenerado pode salvar uma vida. Alguns dizem que a melhor visita do passeio foi aqui. Fico muito feliz de fazer parte desses momentos”, finaliza Lucimere.
Museu do Gato de Petrópolis
O Museu do Gato fica localizado na Rua Ipiranga, 222/B – Centro. As visitas ocorrem aos sábados, domingos e feriados prolongados, das 10h às 17h e os ingressos com visita guiada custam R$ 15, por pessoa. Mais informações @omuseudogatopetropolis

Foto: Divulgação
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