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Conheça o Natal do Centenário de Petrópolis: o que mudou de 1957 para 2018?

História

Conheça o Natal do Centenário de Petrópolis: o que mudou de 1957 para 2018?

Ansiosamente esperado ao longo do ano, dezembro é o mês das comemorações. E em 1957, quando Petrópolis comemorava o centenário de sua elevação à categoria de cidade, as festividades tiveram um gostinho ainda mais especial.

Amplamente anunciado pelos jornais da época, o chamado “Natal do Centenário” se consolidou como uma das festas mais encantadoras e mágicas já promovidas pela cidade. Em parceria com o blog Petrópolis Sob Lentes, reunimos cinco destaques do evento.

1. Chegada do Papai Noel

Grandiosa, a chegada do bom velhinho se deu de helicóptero naquele ano. Em 5 de dezembro de 1957, o jornal Tribuna de Petrópolis anunciava: “o querido amigo da petizada, será recebido, festivamente, no próximo domingo, às 17 horas, na Praça da Inconfidência”. Acontece que, para a tristeza dos pequenos, o evento teve que ser adiado para o dia 15 em decorrência das chuvas. Parece que, até hoje, o jogo ainda não virou, não é mesmo?

 Foto Acervo César Nunes

Da Praça da Inconfidência, a deslumbrante festa seguiu para a Praça Dom Pedro II, onde Papai Noel leu sua mensagem de Natal e recebeu, das mãos do prefeito Flávio Castrioto, a chave da cidade – parece cena de filme da sessão da tarde, mas é Petrópolis em seu ápice de pureza e doçura.

 Foto Acervo César Nunes

2. Desfile

Por trás de toda grande festa, há um grande organizador. Neste caso, era a chamada “Comissão de Festejos e de Finanças” que atuava em parceria com a Prefeitura e que solicitou, por exemplo, que as sacadas dos edifícios da Avenida XV de Novembro fossem iluminadas e que delas fossem lançados papeizinhos e serpentina durante o desfile do bom velhinho – não sabemos lidar com tamanha ternura.

 Foto Acervo César Nunes

E se engana quem pensa que os caprichos paravam por aí. Ainda segundo reportagem publicada na Tribuna, Papai Noel, que desfilou pela atual Rua do Imperador numa carruagem dourada guiada por cavalos brancos, foi acompanhado por fogueteiros e pelas bandas de música do Batalhão Dom Pedro II, Comercial e Euterpe que, obrigatoriamente, deveriam ensaiar o clássico “Jingle Bells” – ainda hoje insubstituível nas playlists natalinas.

 Foto Acervo César Nunes

Para a criançada, o ponto alto do cortejo envolvia o “palhaço saltador”, o “táxi maluco” – que diziam ser hilariante, os bichos naturais e também os artificiais, apesar de que estes últimos chegam, hoje, a ser assustadores!

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Aconteceu neste sábado (1) a tradicional chegada do Papai Noel no Centro de Petrópolis. O evento nos levou ao seguinte questionamento: como será que funcionava essa mesma tradição antigamente? Neste vídeo de 1957, obtido no acervo do cinegrafista César Nunes, um aspecto se mostra claro: diferente ou não do que estamos acostumados, o bom velhinho sempre reuniu milhares de espectadores. . Nos comentários, marque aquele amigo que, assim como a gente, espera o ano todo por dezembro 🎅🏻 . . Pesquisa: Carolina Freitas (@carolinaxfreitas) Colaboração: Mariana Rocha (@maridcrocha) . . #petropolisoblentes #petropolisrj #natalimperial #cidadeimperial #serradrone #soupetropolis #tribunadepetropolis #i9serra #guiapetropolis

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3. Iluminação

Hoje seis milhões de microlâmpadas anunciam a chegada do Natal em Petrópolis, mas lá atrás, em 1957, eram apenas seis mil delas, multicoloridas, que davam o ar da graça na cidade. Com um quê de romântica, a decoração contava, ainda, com três árvores iluminadas nas extremidades da Avenida, sendo a principal delas montada na Praça Dom Pedro II. Esse mais parece um registro de algum set de filmagem do que da nossa terrinha!

Foto Denverson Carneiro Malta

4. Sorteios

Se o desfile do Papai Noel no Centro já deixava os pequenos felizes, imagina ter a chance de recebê-lo em casa, com direito à entrega de brinquedos e produtos de anunciantes, como a Fábrica de Doces Guerra? Era essa a oportunidade dada pela Petrópolis Rádio Difusora, que funcionava bem em cima da Chopperia D’Angelo e que recebia milhares de cartinhas das crianças. De cada vez, dez felizardos eram sorteados.

Foto Denverson Carneiro Malta

5. Missa do Galo

Celebrada pelo então bispo diocesano, dom Manoel Pedro da Cunha Cintra, a missa do galo de 1957 se deu na Praça Dom Pedro II, bem ao lado do monumento do Obelisco, inaugurado naquele mesmo ano. O evento reuniu milhares de pessoas. Naquela noite serena, não faltaram fotos da apelidada ‘Apoteose de Luzes”, que trouxe brilho e charme à principal artéria de Petrópolis.

Foto Denverson Carneiro Malta

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