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#CartõesPostais: 7 curiosidades sobre a Casa de Cláudio de Souza

Turismo

#CartõesPostais: 7 curiosidades sobre a Casa de Cláudio de Souza

Foto Bruno Soares

Quando se diz que Petrópolis esconde histórias e tesouros a cada esquina, é a locais como a Casa de Cláudio de Souza a que o pensamento se refere. Localizado entre a Rua Barão de Amazonas e a Praça da Liberdade, o charmoso casarão não só entra na disputa pela atenção dos pedestres com os vários arranha-céus que o rodeiam, como ganha de lavada.

Foto Bruno Soares

Integrada ao Museu Imperial, a casa acumula, desde julho de 2011, mais de 27.900 visitantes que, no coração da cidade, testemunham o elo entre passado e presente. Gratuita, a visitação dura, em média, 15 minutos: ideal para quem quer conhecer ao máximo os enigmas de Petrópolis, seja no dia a dia, ou numa rápida estadia na cidade.

Na quarta edição da série #CartõesPostais e com os registros do fotógrafo Bruno Soares, hoje você vai conhecer a Casa de Cláudio de Souza.

1. História

Como grande parte dos imóveis históricos de Petrópolis, o espaço em questão foi casa de veraneio do médico Cláudio de Souza que, curiosamente, abandonou a Medicina para se dedicar ao teatro e à literatura. Lá dentro ele promovia saraus, monólogos e performances. E talvez o que faça da casa tão cativante seja a arte que ecoa dentro e fora dela.

Vitral que ilustra um dos momentos da vida de Cláudio de Souza: sua casa em sua cidade-natal: São Roque, São Paulo. / Foto: Bruno Soares

2. Memória

Durante nossa visita guiada ao espaço descobrimos que, antes de morrer, Cláudio de Souza expressou em testamento sua vontade de que a casa se tornasse um espaço cultural. Doada ao Museu Imperial por sua viúva, Luísa, a antiga residência do casal dá continuidade a uma missão iniciada por ele de cultivar e cativar a arte.

Foto: Bruno Soares

3. Acervo

Em meio a candelabros, brasões e até uma vitrola, dificilmente o visitante não se sentirá transportado ao passado. Em perfeito estado de conservação, os itens de decoração ajudam a montar um quebra-cabeça de algumas das viagens feitas por Cláudio de Souza: cada peça com sua respectiva história, seja ela da Itália, Japão ou França, por exemplo.

Foto: Bruno Soares

Alguns de nossos detalhes favoritos foram os seguintes:

– As pinturas nos tetos: apesar de, à primeira vista, parecerem afrescos, as obras que retratam deuses da mitologia grega são, na verdade, telas coladas no teto a partir de gesso e pele de coelho. A chamada técnica francesa marouflage, de mais de 3 mil anos, teria sido trazida por Cláudio de Souza de uma de suas viagens para a Europa.

Foto: Bruno Soares

– O medalhão: Localizado no salão principal da casa, o medalhão de faiança – considerado um tipo de porcelana portuguesa, passa, facilmente, por uma peça contemporânea, apesar de ser de 1897. Com tamanho e relevo impressionantes, a obra, certamente, rende alguns minutos de observação e apreciação.

Foto: Bruno Soares

4. Azulejos

Não é novidade que os azulejos portugueses têm seu valor. Contudo, os do interior da casa conseguem ser ainda mais preciosos que o normal. Conta-se que, numa de suas viagens a Portugal, Cláudio de Souza teria se deparado com uma casa que os tinha. Depois de, sem sucesso, ter tentado negociar a retirada das peças, ele teria comprado a casa somente para extraí-los e, depois, doado o imóvel para uma instituição de caridade. Observando-se com calma, é possível ver que, de fato, os azulejos são todos trincados.

Foto: Bruno Soares

5. O banheiro

Estamos habituados a passar quase que direto pelo banheiro quando recebemos visita em casa, mas o da Cláudio de Souza é um banheiro de respeito! Com ladrilhos hidráulicos, muito comuns na transição do século XIX para o XX, o cômodo (todo original, com exceção do vaso) talvez seja uma das partes mais bonitas e interessantes da casa.

Foto: Bruno Soares

Uma das curiosidades que mais nos intrigaram é o esquema de compartilhamento do banheiro, antigamente usado tanto pelos hóspedes, quanto pelo casal. Daí as duas portas que dão acesso a ele. O ponto crucial era não se esquecer de trancar a porta do vizinho no momento em que entrasse lá dentro para evitar constrangimentos. Para os sonolentos de plantão, imagina o perigo!

Foto: Bruno Soares

Na foto, a atenciosa e simpática recepcionista Paula Santos que, eventualmente, faz as visitas guiadas e é quem nos forneceu grande parte das curiosidades relatadas aqui.

6. A biblioteca

Para um amante das palavras, não poderia faltar uma biblioteca na Casa de Cláudio de Souza. Incluindo obras de sua autoria, o espaço singelo é afastado de toda e qualquer movimentação e o melhor de tudo: mesmo não sendo feitos empréstimos, os livros estão disponíveis para pesquisa e consulta no local mediante pré-agendamento. Interessados podem reservar seu horário pelo telefone (24) 2231-4722.

Foto: Bruno Soares

7. Agenda

Além de funcionar como sede do Instituto Histórico de Petrópolis (IHP), da Academia Brasileira de Poesia, da Academia Petropolitana de Letras e da Academia Petropolitana de Educação, a casa, aberta de terça a sexta-feira, das 11 às 18 horas, recebe rodas de leitura, oficinas de contação de histórias, eventos de música, literatura, psicologia, autoajuda, meditação e dança.

Foto: Bruno Soares

Sofisticada, rica em histórias e com capacidade para até 80 pessoas sentadas, a casa é ideal para quem está em busca de espaço para a realização de eventos. A logística é a seguinte: a pessoa utiliza o espaço sem pagar com a condição de não cobrar dos convidados. Justo, não é? Propostas podem ser enviadas para minc.casaclaudiodesouza@museus.gov.br

Foto: Bruno Soares

Anota aí!

Para quem ainda não conhecia a casa e acabou se interessando em ver com os próprios olhos o interior do imóvel que une passado e presente, vale a pena anotar algumas das atividades* que movimentam a casa regularmente e que são abertas ao público:

– Semanalmente: ensaio aberto de violão e violoncelo, oficina de arte para deficientes.

– Quinzenalmente: grupo de estudo de antroposofia.

– Mensalmente: encontro de poetas, projeto Leia Mulheres e encontro de leitura de livros “Entrelinhas”.

*Dias e horários respectivos às atividades podem ser obtidos pelo mesmo telefone disponível para o agendamento de horário na biblioteca: (24) 2231-4722.

Para ir se programando:

Edição especial do projeto Leia Mulheres: “Entre as mãos – livro vencedor do prêmio SESC de 2018”, com a presença da autora Juliana Leite

Dia: 13/03, às 18h30.

Minicurso gratuito de desenho artístico com a artista plástica Bia Penna

Dias: 11/03, 18/03, 25/03 e 01/04, das 14 às 16 horas. Inscrições pelo telefone (24) 2231-5156.

E se você ainda não viu as outras edições da série #CartõesPostais, confira aqui:

#CartõesPostais: 8 fatos e curiosidades sobre a Casa da Ipiranga

#CartõesPostais: 10 curiosidades sobre o Museu do Artesanato do RJ, localizado em Petrópolis

#CartõesPostais: 8 curiosidades sobre a Casa do Pequeno Príncipe, em Itaipava

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